AESINTRA coloca a cibersegurança no centro da agenda empresarial
Decorreu no dia 8 de junho de 2026, no Centro Cultural Olga Cadaval, a III Conferência de Cibersegurança de Sintra, subordinada ao tema “Prevenção, resposta e inovação para as empresas”, com apoio da Câmara Municipal de Sintra e da Diário de Bordo.

A iniciativa reuniu especialistas, representantes de entidades públicas, profissionais das áreas tecnológica, jurídica, empresarial e de segurança, com o objetivo de refletir sobre os principais desafios da cibersegurança e do cibercrime, bem como sobre a importância da literacia digital, da prevenção, da cooperação institucional e da preparação das empresas para responderem a incidentes.
A sessão de abertura contou com a intervenção de Eunice Baeta, Vereadora da Câmara Municipal de Sintra, que representou o Município de Sintra e acompanhou toda a conferência, de Joaquim Viegas Simão, Presidente da AESINTRA, e de César Afonso, psicólogo forense e ex-inspetor-chefe da Unidade Nacional de Cibercrime da Polícia Judiciária, que tem apoiado a organização desde a primeira edição da conferência. Na sua intervenção, a Vereadora destacou a relevância crescente da cibersegurança para os cidadãos, empresas e instituições, sublinhando a importância da sensibilização e da articulação entre entidades. Joaquim Viegas Simão reforçou o compromisso da AESINTRA em apoiar o tecido empresarial na adaptação aos desafios da transformação digital e na criação de condições para empresas mais preparadas, seguras e resilientes. César Afonso sublinhou a importância da literacia digital e da prevenção como ferramentas essenciais no combate ao cibercrime, realçando o papel da cooperação entre especialistas, instituições e empresas na construção de uma cultura de segurança mais forte.



O momento cultural de abertura esteve a cargo da Tuna Universitária Corsários dos Açores, que marcou o início dos trabalhos com uma atuação musical. A presença da TUCA em Sintra celebra a união entre cultura académica e consciência digital. Num encontro dedicado à cibersegurança, a tuna recorda-nos que a proteção do futuro se faz em comunidade, com coordenação, confiança e espírito colaborativo.

A primeira intervenção temática foi conduzida por José Amador, da Unidade de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária – UNC3T, da Polícia Judiciária, que abordou o tema “A Inteligência Artificial e o Cibercrime”. A sua apresentação incidiu sobre os novos riscos associados à utilização da inteligência artificial por agentes maliciosos, alertando para a necessidade de reforçar a vigilância, a prevenção e a capacidade de resposta perante ameaças cada vez mais sofisticadas.

Seguiu-se a intervenção de Júlio César, do Centro Nacional de Cibersegurança, dedicada ao tema “A cooperação entre CSIRTs e Law Enforcement – Desafios”. O orador destacou a importância da colaboração entre equipas de resposta a incidentes de segurança informática e as autoridades policiais, evidenciando que a cooperação, a partilha de informação e a atuação coordenada são fundamentais para uma resposta eficaz ao cibercrime.

A conferência integrou ainda a apresentação do livro “O inimigo não está na internet – está na falta de literacia digital”, com a participação de Pedro Proença, advogado e comentador da NOW, Paulo Noguês, da Editora Diário de Bordo, Jaqueline da Costa Bueno, consultora de comunicação e co-autora, e César Afonso, psicólogo forense e ex-inspetor-chefe da Unidade Nacional de Cibercrime, da Polícia Judiciária, também co-autor da obra. Este momento permitiu refletir sobre a importância da literacia digital como ferramenta essencial para prevenir comportamentos de risco, proteger os utilizadores e promover uma utilização mais consciente e segura da internet.




Seguiu-se o painel das empresas com a intervenção de Nuno Miguel Neves, Chief Security Officer da Associação Nacional das Farmácias, que apresentou o tema “A prevenção e sensibilização para evitar a resposta a incidentes”. A sua intervenção centrou-se na importância de preparar as organizações antes da ocorrência de incidentes, apostando na formação, sensibilização dos colaboradores, procedimentos internos e cultura de segurança.

A terminar a manhã, Nuno Bastos, Senior Manager – Cloud, Cybersecurity & Managed Services da Vodafone, abordou “A batalha pela cibersegurança”. A apresentação destacou os desafios permanentes que empresas e organizações enfrentam num contexto digital em constante evolução, onde a proteção de dados, infraestruturas e sistemas exige investimento, inovação e capacidade de adaptação.

Durante a tarde, realizou-se a mesa-redonda “Prevenção, resposta e inovação para as empresas”, moderada por Patrícia Santos Ferreira, advogada e comentadora da SIC. A moderadora conduziu o debate entre os vários participantes, promovendo uma reflexão multidisciplinar sobre os desafios da cibersegurança no contexto empresarial.

Mesa-Redonda: João Martins | Advogado
Paulo Santos | MAPINET- Movimento cívico contra a pirataria na internet
Filomena Pereira | VODAFONE
Carlos Serrão | ISCTE Sintra
Na mesa-redonda, João Martins, em representação de Ricardo Serrano Vieira - advogado, abordou “O cibercrime e cibersegurança na perspetiva da intervenção em advocacia”, destacando o papel dos profissionais do direito na prevenção, resposta e acompanhamento de situações relacionadas com crimes digitais, proteção de dados e responsabilidade das organizações.

Paulo Santos, da MAPINET – Movimento Cívico Contra a Pirataria na Internet, apresentou o tema “Combate à pirataria audiovisual e os perigos que a mesma representa em termos de cibersegurança”. A sua intervenção alertou para os riscos associados ao consumo de conteúdos ilegais online, que podem expor utilizadores e empresas a malware, roubo de dados e outras ameaças digitais.

Carlos Serrão, professor associado e diretor do Departamento de Tecnologias Digitais da Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, apresentou a intervenção “Construindo a grande firewall humana”. O orador sublinhou que a tecnologia, por si só, não é suficiente para garantir a segurança, sendo essencial capacitar as pessoas, promover comportamentos seguros e transformar os colaboradores na primeira linha de defesa das organizações.

Filomena Pereira, da Vodafone, integrou igualmente a mesa-redonda, trazendo a perspetiva empresarial e tecnológica sobre os desafios da inovação, da proteção das organizações e da implementação de soluções que permitam reforçar a resiliência digital das empresas.

A sessão de encerramento contou novamente com a participação de Eunice Baeta, Vereadora da Câmara Municipal de Sintra, em representação do Município, e de Joaquim Viegas Simão, Presidente da AESINTRA. Ambos sublinharam a importância da continuidade deste tipo de iniciativas, que aproximam empresas, entidades públicas, especialistas e comunidade, contribuindo para uma maior consciência coletiva sobre a cibersegurança.

O encerramento da conferência ficou ainda marcado por um momento cultural com gaita de foles, com especial agradecimento ao Tiago Morais, presidente da Associação Portuguesa de Gaitas de Fole. Ligada com a atuação dos Caretos da Casa do Concelho de Vinhais, liderados pelo presidente Rui Gonçalves, constituindo uma ponte entre património e proteção. Das tradições ancestrais ao mundo digital, a mensagem é comum: uma comunidade segura é uma comunidade atenta, unida e consciente da sua identidade.

A AESINTRA agradece a toda a equipa do Centro Cultural Olga Cadaval e ao Gabinete de Relações Públicas da Câmara Municipal de Sintra por todo o apoio, disponibilidade e colaboração prestados na realização deste evento, contribuindo de forma decisiva para o sucesso da Conferência de Cibersegurança de Sintra.
Com esta conferência, a AESINTRA reforçou o seu compromisso em apoiar as empresas da região na adaptação aos desafios da transformação digital, promovendo a prevenção, a cooperação, a literacia digital e a inovação como pilares essenciais para um tecido empresarial mais seguro e resiliente.



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